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Entrevista com o Sênior e PMGE do Rio Grande do Norte Hamilton Vieira Sobrinho Destaque Principal, Entrevistas | enviado por Suenilson | 12 de novembro de 2008

Hamilton Sobrinho

Hamilton Sobrinho

Perfil: Nome completo: Hamilton Vieira Sobrinho.
Data e local de nascimento: Mossoró-RN em 05 de janeiro de 1972.
Data e local de Iniciação na Ordem DeMolay: Mossoró-RN em junho de 1989.
Data e local de Iniciação na Maçonaria: Mossoró-RN em 04 de junho de 1996 (iniciado na Loja União Mossoroense nº 07. Fundador e ex-venerável da Loja Jacques Demolay nº 21, ambas da GLERN).
Principais cargos ocupados na Ordem DeMolay: Mestre de cerimônias, Secretário, 1º Conselheiro e Mestre Conselheiro do Capítulo Príncipe do Oeste (Mossoró-RN).
Principais cargos ocupados na Maçonaria: Secretário, 1º Vigilante e Venerável. Formação acadêmica: Bacharel em Direito pela UERN. Profissão: Juiz do Trabalho, desde abril de 2001.

Para você qual foi à importância na sua vida pessoal e profissional ter sido um DeMolay Ativo?
Ser demolay foi de grande importância. A juventude brasileira passa por um momento de grandes transformações e, em função disso, está instalada em seu seio uma crise de valores e de identidade. A Ordem DeMolay funcionou como um referencial adicional à família através dos ensinamentos das nossas virtudes cardeais. Para muitos essa resposta pode parecer “lugar-comum”, mas foi isso que ocorreu comigo. A ordem age de formas diversas entre seus membros. Há os que ingressam em nossos quadros em busca de algo que lhes falta em seu convívio social e quando não encontram isso vão embora. Existem, ainda, os que têm tudo e de nada precisam, e por conta disso não chegam a se entusiasmar pelo nosso trabalho. Pro fim, há os que querem completar o que já possuem e são estes que permanecem anos à fio em defesa de nosso causa. No plano profissional a contribuição mais importante que a ordem me deu foi o senso de disciplina. Três coisas vão tirar o Brasil da condição de país emergente para potência: trabalho, estudo e disciplina. Se estas três qualidades foram difundidas no imaginário coletivo como a chave para o seu progresso individual, esta o povo Brasileiro será respeitado em todo o mundo.

Os novos tempos adotados na Alumni Brasil repercutem de qual maneira na Ordem DeMolay e na vida do Sênior brasileiro?
A Alumni Brasil encontrou um norte, uma razão de ser. Sênior não é pra ficar dentro de capítulo ocupando cargo, controlando ou protegendo o demolay ativo.Sênior tem que dar exemplo e suporte porque conhece a ordem e sabe dos benefícios que ela pode proporcionar a juventude. Isso não é fácil, pois a proximidade com a atividade capitular nos impede de deixar nascer as novas lideranças. Não se muda hábitos de anos apenas com a participação em uma cerimônia. O demolay era ativo e após um dia ele completa a idade limite, passa por uma cerimônia e, imediatamente, está “jubilado”. É compreensível que isso leva tempo, mas todos têm que se adaptar.A alumni Brasil agora vai trabalhar para a ordem como um todo, vai atuar como instituição adulta e terá preocupações adultas. No futuro, quando as circunstâncias permitirem, haveremos de ter um evento locais e nacional da alumni para discutir os problemas do sênior em decorrência dessa sua condição. Será uma associação do sênior, pelo sênior, mas para a Ordem Demolay.

Nesse tempo todo como DeMolay Ativo e posteriormente na condição de Sênior, quais foram os momentos mais marcantes, aqueles que você jamais esquecerá?
Foram muitos, uns bons outros ruins. Quando eu era Mestre Conselheiro nós fizemos uma iniciação e passamos toda a mensagem da nossa ordem da melhor maneira possível aos iniciados. Dias após, um deles me procurou e disse que ouviu no rádio que uma família passava necessidade e este irmão resolveu pedir ao capítulo para ajudá-los. Então na reunião seguinte o irmão falou e o capítulo fez uma rápida coleta de alimentos e fomos procurar a família em questão. Ao encontrá-la falei com a dona da casa (pessoa que vivia em extrema pobreza) e perguntei se os apelos feitos no rádio tinham surtido algum efeito. Ela disse que não. Então falei um pouco sobre a nossa ordem e apresentei o irmão que se comovera com o seu depoimento (no rádio), a modesta campanha que fizemos etc. Jamais me esquecerei do olhar daquela mulher ao receber os alimentos, pois a fome transforma o rosto de quem quer que seja. Os momentos ruins eu não vou contar, pois são mui dramáticos.

Em sua trajetória, qual foi o Tio e o Irmão DeMolay que representaram em suas atitudes com mais força, os ideais da Ordem DeMolay?
O tio Francisco de Assis Santiago, que é um ícone no Rio Grande do Norte, pela dedicação à causa da Ordem Demolay e da juventude. Ele pode ter seus defeitos, cometidos seus erros, mas não se pode falar em Demolay no Nordeste Brasileiro sem mencioná-lo. Ele representa uma síntese de todas as virtudes que um Demolay deveria preservar. O tio Manoel Dino Filho, pelo extremo companheirismo. Conheço poucas pessoas tão determinadas como Manoel Dino e tão confiante no trabalho da nossa ordem.

Como Sênior você enxerga qual futuro para a Ordem DeMolay e qual deve ser o nosso papel (Seniores), nesse futuro?
Quando se fala em futuro, tem-se que dimensionar se a curto ou longo prazo. A longo prazo as perspectivas são as melhores possíveis, com todos os demolays integrados em seus capítulos, motivados e em harmonia. No curto prazo acredito que teremos muitas dificuldades. Não é fácil estruturar um trabalho como a Ordem Demolay num país continental como o nosso. Isso exige muita criatividade, flexibilidade, dedicação e otimização de recursos. Penso eu que o papel da Alumni Brasil é acompanhar esse processo e ajudar a diagnosticar os acertos e erros e levar suas conclusões aos órgãos dirigentes da Ordem Demolay.

A Alumni é uma entidade que já “vingou” ou vai “vingar”, no panorama DeMolay?
Já vingou. Ela é forte, tem lideranças capazes, e o principal, tem um objetivo a perseguir. As dificuldades existirão muitos não acreditarão, mas no final, todos vão compreender a importância de associação.

O que falta para você fazer ou ser, e quais seus planos em relação a Ordem DeMolay?
Me perdoem a pieguice, mas antes do GADU me chamar, eu tenho que escrever um livro. Provavelmente ninguém vai ler, mas tenho que deixar algumas de minhas idéias em texto, nem que seja para outros só criticarem. Meus planos em relação à ordem Demolay são bem modestos, atrevo-me a dizer simbólicos. Pela quantidade e qualidade das atividades que exerço, sou consciente que meu papel hoje é de exemplo, sou uma foto na parede. Quando chego a um capítulo ou participo de alguma festividade todo mundo diz: “Eis em exemplo a ser seguido.” Em seguida contam um pouco da minha história, eu falo alguma coisa e é só. Acho que para isso eu sirvo (risos).
Secom/ADAB

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3 comentários adicionados

Vanylton Bezerra dos Santos
12 novembro de 2008 as 10:52

Hamilton é mesmo um notável operário da sociedade e defensor da justiça social… Esta entrevista é mais uma demonstração de que nossa associação amadureceu e está dando certo. Meu desejo é que um dia todos os Sêniores tenham pensamento igual ao desde irmão. “Eis em exemplo a ser seguido.” (rs… e é a mais pura verdade!)

João Maurício Costa
12 novembro de 2008 as 14:25

Concordo em numero e grau!

Não conheço pessoalmente, mais já ouvi falar muito do Ilustre Irmão e EXEMPLO a ser seguido com certeza!

Belas palavras e devemos ter como espelho para aplicar em em qualquer situação…

Bonicley Preston
14 janeiro de 2009 as 20:24

Pouco apos a minha iniciação, servi ao Capitulo Principe do Oeste, tendo como mestre conselheiro o irmao Hamilton ( ja sei o que vcs estao pensando sou velho)e posso afirmar que Hamilton deu uma nova cara e forma de se administrar um capitulo Demolay.
Hamilton foi e é exemplo de DeMolay de origem humilde que vence na vida e nao se esquece da nossa ordem.

Um grande abraço a todos

Fala Sênior!

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